Sexualidades Media e Revolução dos Cravos

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Descrição

Que temas da intimidade afetiva e sexual entram na agenda mediática com a chegada da Revolução dos Cravos? Amor livre, feminismo, homossexualidade, pornografia, educação sexual, contraceção, aborto e terapia sexual são alguns dos assuntos identificados numa amostra de 1 500 artigos rastreados entre 1968 e 1978, em quatro publicações: Diário de LisboaExpressoCrónica Feminina Modas & Bordados. Para além desta análise quantitativa que reflete sobre a evolução dos discursos acerca da sexualidade na transição para a democracia, analisa-se qualitativamente a polémica gerada por uma carta enviada à Modas & Bordados, no pós-revolução. Gisela, uma jovem de 14 anos, inicia-se sexualmente na noite de 25 de abril de 1974, «contagiada» pela celebração da liberdade nas ruas de Lisboa. As leitoras da revista não ficam indiferentes. Ao longo de ano e meio discutem o direito à sexualidade feminina e a sua importância para a construção democrática. O estudo da agenda mediática das sexualidades neste momento de mudança política e social é um contributo para a reflexão sobre a cidadania da intimidade em Portugal, em (re)equação permanente até aos nossos dias.

Isabel Freire é investigadora auxiliar no projeto «Mulheres e Associativismo em Portugal, 1914-1974», desenvolvido no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa e financiado por fundos nacionais através da FCT – Fundação para a Ciência e a Tecnologia, I.P. (projeto PTDC/HAR-HIS/29376/2017). Trabalhou como jornalista entre 1999 e 2012 (ExpressoPúblicoDiário de NotíciasGrande Reportagem Visão), investigando preferencialmente a sexualidade e o género. É autora de Amor e Sexo no Tempo de Salazar (Esfera dos Livros, 2010); de Fantasias Eróticas – Segredos das Mulheres Portuguesas (Esfera dos Livros, 2007); e de Damas d’Ama (2003), texto dramático sobre gravidez na adolescência em comunidades afro-descendentes da Grande Lisboa. É co-autora e jornalista do documentário Enxoval (Prémio Melhor Filme Português sobre Arte 2013, Festival Temps d’Images).

Informação adicional

de

Ana Isabel Freire

Editora

Imprensa de Ciências Sociais

Edição

Setembro de 2020

Encadernação

Paperback

Páginas

296

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