Sei Sonate per Cembalo – Alberto José Gomes da Silva

13.00

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Descrição

Mafalda Nejmeddine, 2018. Historical harpsichord José Calisto (Portugal, 1780)

The collection Sei Sonate per Cembalo is organised as a cycle which starts and finishes in the same key, making use of a similar melodic motif to start the first and last sonatas. The sonatas of this collection are made up of a cycle of two and three movements, written predominantly in major keys, the keys of E minor and F minor being used in only two of the sonatas. The sonata pattern used with the greatest frequency is a cycle of two movements of which the first is fast and the second is a minuet, this also being the pattern of the keyboard sonata current during the second half of the 18th century and appreciated by Portuguese society of the period.

The opening movements are written in sonata form, mainly with an exposition, a development and a tonal resolution. Only in the opening movement of Sonatas IV and VI do we find sonata form with a recapitulation section in place of the tonal resolution. A noteworthy case is that of Sonata II, which in the 18th century edition has this title on the page of the movement which comes after the Preludio, and which, curiously, is the only movement in the collection which has neither a title nor a tempo indication.

The importance of the sonata forms extends to the minuet of Sonata VI as well, in which the composer puts aside binary and ternary forms, customarily used in minuets, and introduces a sonata form with an exposition, development and a tonal resolution. The melody is gracefully ornamented with appoggiaturas and characterised by dotted rhythms, the texture frequently being in three voices. Its cantabile character combined with the sonority of the harpsichord of the time demands a calm performance which allows us to understand that using sonata form in the minuet suppresses the implicit dance character. This is visibly noticeable in the short and graceful minuets of Sonatas III and V. An unusual case is the minuet of Sonata IV the title of which Nell stille della chitára Portughesse refers us to a text which echoes the interpretive freedom of the Portuguese guitar. The imitation of this instrument results in writing based on melodic ornamentation, expressivity of the interval of the diminished fourth, accompaniment with arpeggiated chords and octaves as well as the interaction between the hands with harmonic thirds which bring to mind the pinching of the strings of the guitar. The music pages of this minuet form the earliest document which makes a reference to the term “guitarra portuguesa”.

Excerpt from the text “Sei Sonate per Cembalo” from the CD booklet


CD
Sei Sonate per Cembalo – Alberto José Gomes da Silva

Mafalda Nejmeddine, 2018. Cravo histórico José Calisto (Portugal, 1780).

A coleção Sei Sonate per Cembalo está organizada como um ciclo que começa e termina na mesma tonalidade, fazendo uso de um motivo melódico semelhante para iniciar a primeira e a última sonatas. As sonatas desta coleção são constituídas por um ciclo de dois e três andamentos, escrito predominantemente em tonalidades maiores, sendo empregue as tonalidades de mi menor e fá menor apenas na composição de duas sonatas. O modelo de sonata utilizado com maior frequência é composto por um ciclo de dois andamentos no qual o primeiro andamento é rápido e o segundo é um minueto, sendo este também o modelo de sonata para tecla em vigor na segunda metade de setecentos e apreciado pela sociedade portuguesa da época.

Os andamentos iniciais estão escritos numa forma de sonata, maioritariamente estruturada com uma exposição, um desenvolvimento e uma resolução tonal. Somente no andamento inicial das Sonatas IV e VI é incorporada uma forma de sonata com uma secção de recapitulação em substituição da resolução tonal. Caso inédito é o da Sonata II que, na edição setecentista, apresenta este título na página do andamento que vem após o Preludio e que, curiosamente, é o único andamento da coleção que não apresenta um título ou uma indicação de tempo.

A importância das formas de sonata estende-se também ao minueto da Sonata VI em cuja composição o compositor põe de lado as formas binária e ternária, utilizadas habitualmente nos minuetos, e introduz uma forma de sonata com uma exposição, um desenvolvimento e uma resolução tonal. A melodia é graciosamente ornamentada com apogiaturas e caracterizada por ritmos pontuados, servindo-se de uma textura frequentemente a três vozes. O seu carácter cantabile aliado à sonoridade de um cravo da época obrigam à concepção de uma interpretação calma que permite compreender que a utilização de uma forma de sonata no minueto suprime o seu implícito carácter dançante. Este é visivelmente notório nos minuetos curtos e graciosos das Sonatas III e V. Caso singular é o minueto da Sonata IV cujo título Nell stille della chitára Portughesse nos remete para uma escrita que reflete a liberdade interpretativa da guitarra portuguesa. A imitação deste instrumento resulta numa escrita que assenta na ornamentação melódica, na expressividade do intervalo de quarta diminuta, no acompanhamento com acordes arpejados e oitavas, bem como na interação de mãos com terceiras harmónicas que relembram o beliscar das cordas da guitarra. As páginas de música deste minueto constituem o documento mais antigo que faz referência ao termo “guitarra portuguesa”.

Excerto do texto “Sei Sonate per Cembalo” do livreto do CD

Informação adicional

Artista

Mafalda Nejmeddine

Editora

Mafalda Nejmeddine

Formato

CD

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