O Efeito Pigmalião – Para uma antropologia histórica dos simulacros

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Descrição

A primeira obra de Victor I. Stoichita que se apresenta em português, tem como ponto de partida o mito de Pigmalião, narrado por Ovídio nas Metamorfoses: um escultor cipriota fabrica uma estatueta pela qual se apaixona; os deuses concedem em animá-la; e, por fim, ela torna-se a sua mulher. Porém, a vida desta mulher é apenas uma construção imaginária, ela não deixa de ser uma boneca. Em subsequentes versões desta estória, o logro vem ao de cima e a estatueta regressa à sua condição inanimada para desespero do escultor. Ao traçar o percurso deste personagem, que após Ovídio passará pelo Romance da Rosa, por Shakespeare, pelo repertório iconográfico da arte europeia, pela gravura, a fotografia, o cinema e, ainda, pela boneca Barbie, o autor circunscreve o tema do «simulacro» – considerando as páginas essenciais que Deleuze dedicou ao mesmo. O interesse do simulacro consiste em transgredir a lógica da representação, em arruinar a conformidade mimética existente entre modelo e cópia. Com efeito, o «simulacro» não representa, não é um duplo visual e inerte de um outro. O «simulacro» existe, é um corpo táctil e vivo, que se experiencia em carne e osso. Ou melhor, o «simulacro» é um objecto técnico-mágico-artístico que capta eficazmente o desejo, e, em particular, a sua dimensão erótico-sexual. Todavia, enquanto artefacto, ele vive uma vida que confina com o logro e mesmo com a própria morte. É isto que o Vertigo de Hitchcock revela: para que Madeleine se confirme como o objecto de desejo de que Scott anda à procura, ela tem que ser vestida, calçada, penteada…, isto segundo um dinâmica já bem estabelecida desde a Idade Média. Mas, conhece-se o desfecho: após Scott abraçar o objecto do seu desejo, perdê-lo-á para sempre.

Informação adicional

Autor

Victor Stoichita

Editora

KKYM

Edição

Março de 2012

Encadernação

Brochado

Páginas

352

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