Há Rios Que Não Desaguam a Jusante

19.00

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Descrição

Este romance é sobre o mal, num tempo narrativo de cento e quarenta e seis anos, em torno da personagem central, o coronel Pierre Latour. Latour, é um militar de antes e durante da independência do Congo ex-belga, mercenário na guerra de secessão do Catanga e no início da guerra colonial de Angola, solitário, herdeiro de fortuna incontável, dir-se-á tão multiplicada como o mal que continua desde o avô e do pai, general morto na invasão da Bélgica pelo III Reich e seu exemplo de vida.

É Pierre Latour que passa a narrativa para Portugal, quer através do comando do grupo de mercenários que forma, por contrato, para proteger os europeus da Companhia de Diamantes de Angola, onde, ao ouro que levou do Catanga, junta uma fortuna ainda maior de pedras preciosas da Lunda, quer depois, quando se vê obrigado a aceitar asilo político em Portugal, com a cabeça a prémio, devido a uma carnificina total de insurgentes angolanos, praticada sob o seu comando e plano. Aqui irá viver doze anos, até pouco depois do 25 de Abril, altura em que se junta aos que então, fugiam de Portugal. Nesse entretempo, engravida uma camponesa de quinze anos cuja criança, depois do parto (1972), é batizada com o nome Carlota. O coronel faz desaparecer a mãe para longe, a ela e aos pais, através dos seus amigos do topo da PIDE. Chamando a si o direito à criança, que nunca reconhecerá como filha, nem ela saberá que é o seu pai senão depois de morto, entrega-a, anónimo e com o apoio do patriarcado, a uma ordem de freiras que, por troca de donativos mensais de origem oculta, a cria e educa até aos 21 anos, praticamente desde o nascimento até se formar em Farmácia.

Pierre Latour acaba por ter de garantir, contra a sua vontade, a descendência através dessa criança, para ele bastarda e plebeia, depois de um noivado que ele manteve desde antes da independência do Congo até meio da sua estadia em Angola e que acabou devido a um suposto desastre de automóvel. Carlota, com a licenciatura feita e já a trabalhar, virá a revelar-se fria e cruel como uma aranha, com a destruição da vida do amante, e acaba por ser a herdeira de mãos de ferro necessária para que o mal continue o seu caminho. Em contraponto, surgem personagens que, de uma maneira ou de outra, representam o bem que, na vida, se opõe activamente ao mal, mas são poucas, como sucede na realidade.

Informação adicional

Autor

Nuno Dempster

Editora

Companhia das Ilhas

Edição

Novembro 2018

Encadernação

Capa mole

Páginas

488

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