De Civitate Dei de Santo Agostinho – Dois Amores, Duas Cidades

18.00

Esgotado

Descrição

Autores:
Américo Pereira, Ana Rita Ferreira, Ángel Poncela González, António Bento, António Rocha Martins, Diogo Morais Barbosa, Filipa Afonso, Jaume Aurell. José António Domingues, José Maria Silva Rosa, Maria Leonor Xavier, Maria Manuela Martins, Montserrat Herrero. É mais comum celebrar os autores do que as suas obras. A Cidade de Deus, porém, que é uma espécie de outras Confissões elevadas agora ao nível do género humano, é indissociável da vida de Agostinho de Hipona, o seu tão persistente e esforçado autor. As razões próximas da obra brotaram de circunstâncias históricas bem precisas: o bárbaro saque de Roma, por Alarico e suas tropas, no dia 24 de Agosto de 410, e a necessidade de refutar aqueles que acusavam os cristãos de serem os culpados. Para o paganismo tardio dos séculos IV e V, com efeito, os cristãos e a sua religio, em virtude de rejeitarem o culto dos deuses tutelares de Roma e do imperador, de defenderem que se deveria amar os inimigosrezar pelos que vos perseguem (Lc 6, 27-28), oferecer a outra face (Mt 5, 39), etc., e de durante muito tempo terem recusado o serviço militar, teriam sido não só coniventes, mas objectivamente culpados desta punhalada no coração do Império. Atacado de fora pelas hordas bárbaras baptizadas no arianismo e de dentro pela moral e a doutrina nicenoconstantinopolitana, a chrisitiana religio, arguiam, haviam quebrado do tónus bélico dos soldados e amolecera a virtus dos cidadãos romanos. Tal acusação já vinha de trás, mas agora ganha renovada força. Agostinho escuta e não se conforma. A sua reacção ao saque de Roma e à acusação feita aos cristãos é-nos dada, a quente, logo em Sermões coevos, em 410, e no opúsculo Sobre a Devastação de Roma, em 411. Mas interiormente, no seu espírito, o projecto da obra A Cidade de Deus começara já a nascer, tanto mais que a isso era instado por variados amigos. Segundo alguns, é possível que a tenha começado a escrever ainda em 412. Em Setembro de 413 já estava a redigi-la, de certeza. Terminá-la-á apenas treze anos depois, em 426. «Introdução»

Informação adicional

Autor

José Maria Silva Rosa, José António Domigues e António Bento

Editora

Documenta

Edição

Janeiro de 2020

Encadernação

Brochado

Páginas

256

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