Narrada com a mestria característica de Nélida Piñon, a odisseia de Mateus é uma análise poderosa do esplendor e decadência de Portugal e uma homenagem belíssima à tradição literária e cultural portuguesa.


Silvina Ocampo é uma escritora misteriosa. Levou a vida a contar histórias incoerentes e bizarras sobre o que lhe ia acontecendo, criando assim um caleidoscópio de realidades que levam a que, quem ela foi verdadeiramente, permaneça sempre no mistério, mesmo para todos os que lhe eram mais próximos. 

«A fazenda dos Paulos definha a olhos vistos entre o pinhal ermo e a lagoa de Corrocovo. O gado, o vinho e o milho mal chegam para encher os armazéns locais, quando Mariano se vê hesitante em mecanizar a lavoura. Se ao menos Hilário, seu filho, desse provas do seu interesse pela manutenção da casa, a antiga premonição de ruína da família avistar-se-ia longe. A fome e a miséria grassam assim na terra estéril da aldeia, mas nada travará o avanço da lógica de mercado e concorrência, que tudo arrasta.

«Entretanto, nada cresce se a chuva
não auxiliar, se um relâmpago
não latejar na têmpora do anjo
que, ansiando morder a terra
e conhecer o sabor de cada fruto,
nos confia: “uma ostra questão
nos fez fugir dos que cabriolam
pelo céu…”. “Uma ostra?”.
“Sim, o que sucede quando o outro
que era a nossa doença
se converte naquilo que em nós,
doravante, resplandesce…”»

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Um livro poético e misterioso, onde o delicado jogo de cores, de perto e longe, luz e sombras, nos convida ao reencontro com a Natureza… e connosco.o!

“Acompanhados pelo mais célebre dos druidas, preparam-se para partir numa longa viagem em busca de uma estranha e aterradora criatura. Didier Conrad fez chegar um desenho às Éditions Albert René. 

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As crónicas reunidas no presente volume «Tal como o nosso nascimento nos trouxe o nascimento de todas as coisas, do mesmo modo a nossa morte equivalerá à morte de todas as coisas. Pelo que é igualmente loucura chorar por aquilo que daqui a cem anos não iremos viver e chorar pelo que não vivemos há cem anos. A morte é a origem de uma outra vida.»

Organizado pelo Centro Internacional de Estudos Primo Levi, Auschwitz, Cidade Tranquila oferece-nos dez dos seus textos narrativos, delimitados por dois poemas: doze pontos de vista inesperados e fascinantes sobre a maior tragédia coletiva do século XX.


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