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                                              Azares da Poesia

 

 

Foto de Distopia.

 

 

Diálogos Marados

Excertos:

DIÁLOGOS MARADOS
“— Zé, conta-me a história do teu encontro com o ovni, perto de Monsaraz.
— Não gosto de falar nisso, diz-me o meu primo Zé. Ninguém acredita na história, dizem que eu devia estar bêbado.
Hoje já não há ninguém para contar a história. Tu já não estás cá para o fazer.
Eles, que eu saiba, não voltaram.
Mas hoje, ao perguntar-me porque se mostraram eles a ti e não a outro qualquer passeante, creio que sei a resposta.
Porquê a ti? Porque tu eras um homem bom e, quem sabe, um homem bom é difícil de encontrar e a bondade ainda será uma espécie de mais-valia no mundo extraterrestre.”

UM MALUCO VEM POUSAR-ME NA MÃO
“Cada um deles é uma bazuca de dois canos, é uma esfera escorregadia, é uma longa espera, é um lago, é um lego, é um mundo.
E que até, em casos extremos (o dos tais tarados com vocação para líder) se pode fazer explodir, num qualquer estúpido atentado mais ou menos bombista, mais ou menos suicida.
E que pode por igual ser um exemplo reconfortante — para todo um universo vasto, descontrolado e perdido.”

 

                                Paul Auster – Espaços em Branco

Publicado em 1980, este é um texto essencial na obra de Auster, com o subtítulo ‘A dance for reading aloud’ (um bailado para ler em voz alta). Escrito a propósito de um bloqueio criativo, marca a transição entre os seus livros de poesia e os romances mais conhecidos que viria a publicar nas décadas de 80 e 90. Partindo da página em branco, percorre outros espaços, entre um quarto e o Árctico, para reflectir sobre os limites da linguagem e sobre como o corpo e o seu movimento se tornam centrais na construção do discurso.

 

 

 

 

 


Ultimato

«Andamos a juntar para um inimigo que se veja, fazer um antagonista a sério de uns restos de gente, pontas, piriscas e cantinhos, do rebotalho que para aí vai nas letras, de umas fonsecas e uns amarais, da grã-finesse às faxineiras repimpadas com os doutoramentos magna cum laudas. Reunir isso tudo, reciclar em frankenstein, num processo paciente de colagem. Uni-los num monte — já não digo um que se veja do espaço, tanto não é preciso. Não queremos godzillas, mas a gente já se contentava se o visse a uns passos de distância — o que desse para um duelo daqueles à antiga.»

 

 

 


 Música

 

                                 O Novo Trabalho de Jordi Savall

Musica Nova Harmonie des Nations 1500-1700

 

 

 

 

 

 

 

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