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Diálogos Marados

Excertos:

DIÁLOGOS MARADOS
“— Zé, conta-me a história do teu encontro com o ovni, perto de Monsaraz.
— Não gosto de falar nisso, diz-me o meu primo Zé. Ninguém acredita na história, dizem que eu devia estar bêbado.
Hoje já não há ninguém para contar a história. Tu já não estás cá para o fazer.
Eles, que eu saiba, não voltaram.
Mas hoje, ao perguntar-me porque se mostraram eles a ti e não a outro qualquer passeante, creio que sei a resposta.
Porquê a ti? Porque tu eras um homem bom e, quem sabe, um homem bom é difícil de encontrar e a bondade ainda será uma espécie de mais-valia no mundo extraterrestre.”

UM MALUCO VEM POUSAR-ME NA MÃO
“Cada um deles é uma bazuca de dois canos, é uma esfera escorregadia, é uma longa espera, é um lago, é um lego, é um mundo.
E que até, em casos extremos (o dos tais tarados com vocação para líder) se pode fazer explodir, num qualquer estúpido atentado mais ou menos bombista, mais ou menos suicida.
E que pode por igual ser um exemplo reconfortante — para todo um universo vasto, descontrolado e perdido.”

 

                                Paul Auster – Espaços em Branco

Publicado em 1980, este é um texto essencial na obra de Auster, com o subtítulo ‘A dance for reading aloud’ (um bailado para ler em voz alta). Escrito a propósito de um bloqueio criativo, marca a transição entre os seus livros de poesia e os romances mais conhecidos que viria a publicar nas décadas de 80 e 90. Partindo da página em branco, percorre outros espaços, entre um quarto e o Árctico, para reflectir sobre os limites da linguagem e sobre como o corpo e o seu movimento se tornam centrais na construção do discurso.

 

 

 

 

 


Terrorismo e Comunismo

Um texto fundamental sobre as relações tensas entre a doutrina política e a violência. Escrito em 1920, no auge da guerra civil russa que surgiu após a Revolução de 1917, Terrorismo e Comunismo é ainda hoje uma das defesas mais poderosas e vibrantes do uso da força contra quem se opõe a uma ditadura revolucionária, a do proletariado. A obra surgiu como réplica a um texto de Karl Kautsky (um dos marxistas mais célebres da altura), “A Ditadura do Proletariado”, no qual o autor acusava os revolucionários russos de fomentarem a guerra civil e de se terem afastado da democracia parlamentar, preferindo, ao invés, recorrer à força e a métodos extraparlamentares para imporem a sua ditadura do proletariado.

 

 

 


 Música

 

 

                                 O Novo Trabalho de Jordi Savall

Bailar Cantando – Fiesta Mestiza en el Perú

 

 

 

 

 

 

 

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